quarta-feira, 2 de junho de 2010

Destino [Por Bella Rodrigues]

A verdade, nua e crua frente à face.


Não vale de nada, pois junto vem a vontade de ser feliz.

A verdade é muito cruel.

E mais uma vez a mentira saiu vitoriosa, mesmo que inconsciente.



O mar, o por do sol e as promessas andam perto dela.

Todas aquelas situações lindas subindo a cabeça pela terceira vez

Lembranças bonitas, musicas românticas.

Boiando, deixando-se levar.



Insistir no erro pode ser burrice, mas será que é melhor encarar a verdade e deixar de viver momentos prazerosos ainda que falsos?

Infelicidade afogando-se em verdade?



Tantas pendências são deixadas como sinal, e todas elas estão tão claras.

Cegueira proposital.



Amanheceu e há uma ausência, um vazio.

De novo um poço negro e fundo

Os dedos gastos, cheios de sangue e carne.

Respiração ofegante, cansaço.

Solidão



Não há idiotas que pacientemente esperam uma terceira queda para te ajudar a levantar mais uma vez. E mesmo que haja, a vergonha impede a propagação.

Quem está do seu lado agora?

A vergonha, a solidão, e a certeza de que aquilo vai acontecer de novo, por mais que demore.



Enquanto nada ocorre, rodas rodando, círculos circulando.

Destino. Ciclo contínuo.





                                                                                                               Bella Rodrigues



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