Os pés saem lentamente do chão e já não se sente nada tocar o corpo, a pele em contato apenas com o vento quente.
Aos poucos os prédios, ruas e avenidas ficam pequenos junto aos problemas e preocupações, enquanto crescem o mar e a sensação de liberdade.
Suba e deixe o vento, cada vez mais frio, passar por entre os braços e dedos abertos bem devagar.
Olhe para cima, as nuvens estão próximas, tão concretas e imóveis, como moradias. Quem mora lá? Seres divinos? Anjos de Jah?
Atravesse a grossa camada branca despedindo-se da terra. A partir desse momento, tudo que se sabe, perde-se e dá espaço a novas descobertas.
Sinta o ar puro retirando todas as coisas ruins da alma. Sinta-se limpo.
Abra bem os olhos e veja toda a beleza e os detalhes do lugar. O astro rei e o azul infinito compõem uma linda pintura onde os pés não sentem o peso do corpo e dos pensamentos.
Seja livre, bóie, flutue, escorregue pelo arco-íris até encontrar a caixa de Pandora. Abra e descubra o que há lá dentro. Uma tinta escura que vagarosamente pinta o céu e diamantes que se espalham formando desenhos, enquanto a lua conta histórias. É a noite!
Os olhos atentos aos poucos pesam, até que o corpo, deitado na nuvem mais macia, descansa.
Durma e lentamente o corpo vai caindo e a vida real vai voltando.
O céu fica distante e inalcançável, mas a mente agora carrega apenas pensamentos positivos e a alma fica em paz. Está em casa.
"Sinta, respire, acredite e você estará flutuando no ar.
Tente, voe bem alto e você estará flutuando no ar."
Bella Rodrigues 16/02/11
Post dedicada á Thiago Silva